São Vicente cria 13 núcleos de gestão participativa
Jornal A Tribuna/19/04/2010.
Com o objetivo de estabelecer metas de crescimento programado na Cidade, para os próximos dez anos, foram criados em São Vicente os chamados Núcleos de Planejamento. Trata-se de mais uma sequência de trabalho do programa de gestão participativa, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão. “Vamos promover cerca de 40 encontros, ao longo do ano, com as pessoas que compõem cada um dos 13 núcleos formados”, explica Émerson Santos, secretário da pasta. Os núcleos são compostos pelos representantes eleitos de cada uma das 13 áreas do Município definidas no Raes (Regiões Administrativas, Econômicas e Sociais) e por gestores do Poder Público. “Outra função importante dos núcleos é que eles serão verdadeiros observadores sociais”, emenda Santos. Todo este processo teve início com a criação do Raes por meio de decreto do Executivo. “Todos os bairros da Cidade foram reorganizados, montando as 13 regiões, por similaridades econômicas, sociais e geográficas”, recorda o secretário. “A partir da formulação do Raes, promovemos ao longo do ano passado audiências públicas com os moradores”. Santos lembra que mais de duas mil pessoas estiveram nas audiências, levantando 1.054 questionamentos. “O passo seguinte foi a eleição de 89 representantes de todas as regiões”.
DIAGNÓSTICO
O secretário informa ainda que serão elaborados, agora com os núcleos,diagnósticoscomparativos. “As equipes do Censo 2010, por exemplo, serão distribuídas naCidadepelas13regiõesadministrativas definidas no Raes. A partir deste resultado (a ser divulgadonoiníciode2011),poderá haver a comparação com o atualcenso,queéde2000″. Émerson Santos comenta também que os representantes dos núcleos poderão apresentar propostas de investimento para a formulação do orçamento 2011 do Município. “Isso porque as propostas serão devidamente analisadas por uma comissão específica de viabilidade técnica”, garante. Os componentes dos núcleos estão recebendo uma formação específica de trabalho em rede, para entender como é uma peça orçamentária e suas funções e aplicações. “No final deste processo, cada uma das regiões receberá uma avaliação de zero a dez, para quesejamespecificadasasprioridadesdecadauma,naaplicação dos recursos públicos”, complementa o secretário.
Valéria Malzone


