Dilma: ícone de resistência e luta pela democracia.

Autor Secretaria de Comunicação PT SV em 29 de agosto de 2010.

O que, segundo a lógica da grande mídia, era pra ser um retrato negativo da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, acabou se tornando uniforme de campanha. A edição 639 da revista Época foi um tiro no pé: na capa, a publicação utilizou a fotografia de Dilma, nos tempos da ditadura. Pois a militância online se apropriou da foto e criou wallpapers e avatares para as redes sociais, que viraram breve. Logo surgiram canecas e camisetas.

A reportagem requentada da revista foi mais uma tentativa da imprensa de associar a imagem da presidenciável à guerrilha armada que fazia oposição à ditadura militar. No período, convenientemente, o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) a classificou como “militante de esquema subversivo-terroristas [sic]”, o que levou Dilma à prisão por quase três anos, a partir de 16 de janeiro de 1970.

Tentativa não bem sucedida, pois a imagem marcada pelos anos de tortura e sofrimento de Dilma tornou-se ícone de resistência e luta pela democracia.

Na semana passada, durante o comício em Osasco, a candidata ganhou dos militantes uma camiseta, com a mesma foto utilizada por Época, trabalhada em street-art (mistura de pop art com realismo soviético). Era visível a surpresa e a emoção que tomaram conta de Dilma, ao constatar ali sua trajetória homenageada e o poder de reversão da militância.

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